quinta-feira, 11 de abril de 2013

Entenda oque é uma "Overdose"


A overdose, é o uso excessivo de alguma droga, sendo considerada uma emergência médica pois a gravidade dos seus sintomas pode levar a morte.Os sintomas apresentados por um indivíduo com overdose podem variar, porque dependem do tipo e da quantidade da droga ingerida.
Os primeiros socorros são determinantes para as vítimas de overdose, se houver ausência de respiração ou de pulsação o processo de reanimação deve ser realizado imediatamente, o primeiro passo é certificar-se que a entrada de ar está livre e desobstruída,e realizar o procedimento de respiração artificial (boca a boca), se o indivíduo prestador do socorro tiver prática em primeiros socorros deve realizar uma massagem cardíaca na vítima.
Procedimentos como induzir o vômito e colocar a vítima de overdose para dormir devem ser evitados.
A ambulância deve ser chamada o mais rápido possível, mesmo que o indivíduo esteja consciente e pareça ter melhorado, pois existe grande probabilidade do seu estado piorar repentinamente, é importante saber qual o tipo de droga ingerida para informar ao médico.
Outra maneira de ajudar enquanto se espera o socorro médico é recolhendo recipientes de remédios do local e amostras de vômito da vítima, pois essas amostras podem ser úteis para a equipe de desintoxicação do hospital.
 
Os principais sintomas de overdose são:
  • Depressão respiratória;
  • Acumulo de líquido nos pulmões;
  • Dificuldade para respirar;
  • Perda de consciência;
  • Dificuldade para se movimentar;
  • Dificuldade para falar (falar enrolado);
  • Suores;
  • Alucinações;
  • Pupilas dilatadas ou contraídas;
  • Paradas respiratórias e cardíacas;
  • Vômitos;
Complicações típicas dos usuários de drogas
 
As complicações típicas dos usuários de drogas são:
  • Lesão no estômago, como úlceras e gastrites;
  • Lesão nas artérias e vasos sanguíneos, devido as constantes injeções para uso da droga injetáveis;
  • Problemas pulmonares, como enfisema pulmonar, devido ao pó presente nos pulmões;
  • Sangramento nasal;
  • Lesões no cérebro, devido ao uso prolongado de substâncias químicas que agridem os neurônios;
  • Lesões na pele causadas pelo envelhecimento precoce;
  • Infecções sanguíneas;
  • Lesão no fígado;
  • Complicações cardíacas;
  • DSTs, como hepatite e HPV;
  • Aids, por partilhar seringas e/ou pelo contato íntimo desprotegido;
  • Desnutrição grave causada pela anorexia e/ou bulimia;
  • Estado de euforia e depressão.
 
As complicações variam de acordo com a droga utilizada pelo indivíduo. As que são inaladas causam problemas graves de saúde nos pulmões e as que são injetadas na corrente sanguínea, ou ingeridas, podem causar infecções que afetam todo o organismo.
Essas lesões costumam aparecer após o uso prolongados das drogas. Algumas lesões podem ser curadas apenas se o indivíduo deixar de consumir drogas.
A maior parte dos consumidores de drogas de longa data morrem de overdose ou suicídio.
 
Algumas das doenças causadas pelo uso das drogas são:
 
  • AIDS: Doença incurável que se pega através do contato direto com o sangue do indivíduo contaminado, como ao partilhar seringas ou no contato íntimo desprotegido.
  • Doenças venéreas: Com o uso das drogas, o indivíduo não se lembra de usar o preservativo e pode ser infectado com doenças como gonorréia e sífilis, por exemplo.
  • Endocardite infeciosa: As drogas injetáveis podem levar microorganismos que infectam as válvulas cardíacas prejudicando seu funcionamento. Além disso, pode aumentar o tamanho do coração, dificultando a passagem de sangue gerando outras complicações.
  • Enfisema Pulmonar: Causado pela presença de pequenas partículas de pó que se instalam nos alvéolos e que dificultam a troca gasosa.
  • Desnutrição: O uso de drogas compromete o sistema que regula a fome e o indivíduo deixa de comer, ficando desnutrido.
  • Comprometimento cerebral: O uso de drogas pode causar lesões permanentes no cérebro e comprometer todo o estado de saúde do usuário.
  • Cirrose e câncer no fígado: Diagnosticadas principalmente nos usuários que consomem grandes quantidades de bebidas alcoólicas.
  • Insuficiência renal: Devido ao acúmulo de toxinas no sangue, os rins ficam sobrecarregados e deixam de filtrar o sangue corretamente, gerando a doença.
  • Distúrbios comportamentais: Depressão, euforia, perda do sentido da realidade e outras.
O uso de drogas é proibido por lei e passível de pena, como pagamento de fiança ou prisão, dependendo da gravidade da situação.
Existem muitas outras doenças que podem ser geradas pelo uso das drogas. A sua gravidade vai depender da quantidade de droga ingerida. Por ser uma substância viciante, o usuário sente a necessidade de consumir quantidades cada vez maiores de drogas para obter os mesmo resultados que tinha no início do consumo. Devido a este fator, as doenças começam a manifestar-se após alguns meses do uso das drogas.
 

Em 2013 seja um voluntário "Doe Sangue Doe Vida"



Orientações para doadores de sangue 
Há critérios que permitem ou que impedem uma doação de sangue, que são determinados por normas técnicas do Ministério da Saúde, e visam à proteção ao doador e a segurança de quem vai receber o sangue.

O doador deve...
- trazer documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação);
- estar bem de saúde;

- ter entre 16 (dos 16 até 18 anos incompletos, apenas com consentimento formal dos responsáveis) e 67 anos, 11 meses e 29 dias;

- pesar mais de 50 Kg;

- não estar em jejum; evitar apenas alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação.


Impedimentos temporários 
- Febre
- Gripe ou resfriado
- Gravidez
- Pós-parto: parto normal, 90 dias; cesariana, 180 dias
- Uso de alguns medicamentos
- Pessoas que adotaram comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis
 
Cirurgias e prazos de impedimentos 
- Extração dentária: 72 horas
- Apendicite, hérnia, amigdalectomia, varizes: três meses
- Colecistectomia, histerectomia, nefrectomia, redução de fraturas, politraumatismos sem seqüelas graves, tireoidectomia, colectomia: 6 meses
- Ingestão de bebida alcoólica no dia da doação
- Transfusão de sangue: 1 ano
- Tatuagem: 1 ano
- Vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina
 
Impedimentos definitivos
- Hepatite após os 10 anos de idade
- Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: hepatites B e C, Aids (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas
- Uso de drogas ilícitas injetáveis
- Malária

Intervalos para doação 
- Homens: 60 dias (até 4 doações por ano)
- Mulheres: 90 dias (até 3 doações por ano)

Doe sangue com responsabilidade 
Você sabe o que é
 janela imunológica? É o período entre a contaminação da pessoa por um determinado agente infeccioso (HIV, hepatite...) e a sua detecção nos exames laboratoriais.
No período da janela imunológica, os exames são negativos, mas mesmo assim o sangue doado é capaz de transmitir o agente infeccioso aos pacientes que o receberem.
A sinceridade ao responder as perguntas do questionário que antecede a doação é importante para evitar a transmissão de doenças aos pacientes.
 
Nunca doe sangue se você quiser apenas fazer um exame para Aids. Neste caso, procure um Centro de Testagem Anônima e gratuita.

Cuidados pós-doação
- Evitar esforços físicos exagerados por pelo menos 12 horas
- Aumentar a ingestão de líquidos
- Não fumar por cerca de 2 horas
- Evitar bebidas alcóolicas por 12 horas
- Manter o curativo no local da punção por pelo menos de quatro horas
- Não dirigir veículos de grande porte, trabalhar em andaimes, praticar paraquedismo ou mergulho

sábado, 5 de janeiro de 2013

Você ainda é um desses que bebe e dirige?

Não vou ser o primeiro nem o último a dizer isso: 

“O trauma é uma epidemia no Brasil em período de feriados e fim de ano”.
“Cada vez mais pessoas são vítimas de acidentes de trânsito, a grande maioria delas em idade jovem, o que causa, além de muita dor e revolta, o aumento das contas públicas”.
“Muitas mortes poderiam ter sido evitadas com atitudes simples como o uso do cinto de segurança”.
“a combinação álcool e direção é a principal vilã dessas tragédias diárias”.
Sou só eu ou você também já está cansado de ouvir essas frases? Então por que a gente ainda continua agindo como se não pudesse se machucar?



Em 10 de dezembro de 1989 o primeiro TAC comercial foi para a aérea. Nesse ano, o pedágio foi 776; no ano passado 2008, havia caído para 303. Uma retrospectiva de cinco minutos das campanhas de segurança rodoviária produzido pela TAC nos últimos 20 anos tem sido compilado. As características de montagem cenas icônicas e imagens de anúncios publicitários que têm ajudado a mudar nossa forma de conduzir que, tudo editado para o movimento, Song "Everybody Hurts" by REM


Esta campanha é uma oportunidade de revisitar algumas das imagens que foram gravadas em nossas memórias, lembre-se os muitos milhares de pessoas que foram afetadas pelo trauma rodoviário e lembrar a todos nós que por causa everyones, por favor, dirija com segurança.
Acidente de transporte Comissão Victoria. http://www.tac.vic.gov.au


TAC é uma  estatal australiana criada para dar assistência a pessoas que sofreram acidentes de trânsito e estimular a direção responsável e prudente. Ela ficou famosa por suas campanhas publicitárias sobre a direção segura. O vídeo acima é um apanhado de 20 anos desses comerciais de TV. 

Veja mais no canal da TAC Victoria´s no Youtube.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Osteoporose não está ligada somente ao envelhecimento; saiba como evitar a doença


  • Entre as fraturas mais frequentes, a do fêmur é a mais grave, pois além de causar dor intensa, demanda um procedimento cirúrgico para colocação de prótese
Caracterizada pela degradação e redução da estrutura óssea, a osteoporose está atrelada a uma série de fatores e não apenas à hereditariedade, ao envelhecimento e à perda natural das células que formam o esqueleto. O estilo de vida adotado na adolescência e na fase adulta também tem importância fundamental, pois pode tanto propiciar como prevenir ou retardar o aparecimento da doença, que já atinge 10 milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Saúde.


Isso acontece porque o pico de formação dos ossos é atingido entre a adolescência e os 35 anos de idade, como explica o ortopedista Fernando Moisés José Pedro, gerente-médico do Hospital Alvorada. Por esse motivo, a constituição de uma estrutura forte nessa fase é essencial para sua adequada manutenção no futuro. "Um aumento de 10% no índice de massa óssea nos jovens diminui em 50% o risco de fratura por osteoporose na vida adulta", declara.



O reumatologista Roberto Heymann, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirma que para conquistar um esqueleto "reforçado", o tabagismo e a ingestão excessiva de café e bebidas alcoólicas devem ser evitados ou mesmo eliminados. O sedentarismo, o consumo insuficiente de alimentos fontes de cálcio e vitamina D e a baixa exposição solar são outros hábitos de risco.



Influências hormonais

As mulheres devem ter uma preocupação ainda maior, pois constituem as vítimas mais numerosas da doença. "A osteoporose é mais comum no sexo feminino por dois motivos: entre elas, os ossos são mais leves e finos. Além disso, na menopausa ocorre uma deficiência do hormônio estrogênio, que tem influência direta nas células ósseas", esclarece Pedro.


Heymann acrescenta que 30% das mulheres saudáveis desenvolvem o problema ao cessarem seus ciclos menstruais. Aquelas que foram submetidas à cirurgia de remoção de ovários e não fizeram reposição de estrógenos e as que iniciaram tardiamente seus ciclos menstruais também são alvos da doença, segundo o especialista.



A osteoporose também atinge o sexo masculino, embora numa proporção menor. O gerente-médico do Hospital Alvorada explica que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), acima dos 50 anos, 30% das mulheres são acometidas pela doença, enquanto entre os homens a proporção é de 10%.



Eles são menos suscetíveis por terem ossos mais fortes e largos, mas a combinação da perda de elementos minerais com a baixa produção de testosterona, a manutenção de hábitos não saudáveis e a presença de antecedentes na família com a doença pode acelerar a deterioração da massa óssea.



  • Getty Images
    Quem não tem intolerância à lactose pode consumir diariamente leite, queijos brancos e iogurtes, ótimas fontes de cálcio
Doenças preexistentes

Além dos fatores mencionados acima, o problema pode se manifestar como consequência de outras doenças, como informa Heymann. Hiperparatireoidismo, linfoma, leucemia, mieloma múltiplo, artrite reumatoide, sarcoidose e doença de Cushing são alguns exemplos desses casos.


Alguns medicamentos utilizados por longo prazo podem ter o mesmo efeito. "A National Osteoporosis Foundation (instituição norte-americana dedicada à prevenção da doença) cita entre os fatores de risco o uso de glicocorticoides via oral, um grupo de fármacos utilizados como imunossupressores e anti-inflamatórios", pontua Pedro.



Diagnóstico precoce

A densitometria óssea é o método mais indicado para diagnosticar a doença, inclusive precocemente. "O exame deve ser feito por mulheres que estão entrando na fase de menopausa, homens acima de 65 anos e indivíduos de qualquer idade expostos aos fatores de risco", esclarece o especialista da Unifesp.


Sua realização é fundamental, pois a patologia é assintomática. Ou seja, não há qualquer indício que aponte sua existência além da ocorrência das próprias fraturas, sua principal consequência. "Elas podem ocorrer por traumas mínimos ou mesmo sem relação a trauma algum", fala o reumatologista. Redução de altura e aumento da curvatura dorsal (corcunda) são outros indícios importantes.



Entre as fraturas mais frequentes, Heymann menciona as das vértebras das colunas dorsal e lombar, a do colo do fêmur e a do antebraço. "A do fêmur é a mais grave, pois além de causar dor intensa, demanda um procedimento cirúrgico para colocação de prótese", esclarece.
Os tratamentos baseiam-se na prescrição de medicamentos para aumentar a resistência dos ossos sem, no entanto, recuperar a massa óssea perdida ou curar a doença. "Independente do tratamento medicamentoso escolhido, todos os portadores devem ter uma ingestão adequada de cálcio e vitamina D", reforça.



Alerta constante

"Por terem ossos mais frágeis, os pacientes com osteoporose precisam evitar quedas a todo custo. Elas constituem a principal causa de morte acidental entre os indivíduos com mais de 65 anos de idade", alerta o especialista do Hospital Alvorada.


Em função disso, algumas adaptações no ambiente doméstico são altamente recomendadas. Reforço na iluminação e instalação de pisos antiderrapantes, barras de apoio nos banheiros e corrimão nas escadas são algumas sugestões. "O ideal é que a pessoa também tenha um quarto para dormir próximo ao banheiro", acrescenta Pedro.



"Também é recomendável realizar visitas regulares ao médico para ajuste das doses dos medicamentos, principalmente aqueles que podem causar diminuição do nível de consciência, como os anti-hipertensivos e hipoglicemiantes orais", completa.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

As principais causas de mortalidade 2011 na terceira idade (acima de 60 anos)


Morbidade Hospitalar do SUS - por local de residência - Brasil

Faixa Etárias: 60 a 69 anos 70 a 79 anos 80 anos e mais 
Período: Jan-Nov/2011

Internações por Faixa Etária segundo Capítulo CID-10

I. Algumas doenças infecciosas e parasitárias, 
II. Neoplasias (tumores), 
III. Doenças sangue órgãos hemat e transt imunitár, 
IV Doenças endócrinas nutricionais e metabólicas, 
VI. Doenças do sistema nervoso, 
IX. Doenças do aparelho circulatório, 
X. Doenças do aparelho respiratório, 
XI. Doenças do aparelho digestivo,  
XII. Doenças da pele e do tecido subcutâneo
XIII.Doenças sist osteomuscular e tec conjuntivo
XIV. Doenças do aparelho geniturinário
XVIII.Sint sinais e achad anorm ex clín e laborat
XIX. Lesões enven e alg out conseq causas externas

Total de Morbidade 2.194.509 sendo de 60 a 69 anos 901.753 de 70 a 90 anos 769.530 e de 80 anos e mais 523.226

Os indices mais ofensivas na pesquisa foram::


Doenças do aparelho circulatório com total 586.085 sendo de 60 a 69 anos 235.481, de 70 a 79 anos 213.934 e de 80 anos e mais 136.670 
  • Febre reumática aguda
  • Doenças Cardíacas Reumáticas Crônicas
  • Doenças hipertensivas
  • Doenças isquêmicas do coração
  • Doenças cardíaca pulmonar e da circulação pulmonar
  • Outras formas de doença do coração
  • Doenças cerebrovasculares
  • Doenças das artérias, das arteríolas e dos capilares
  • Doenças das veias, dos vasos linfáticos e dos gânglios linfáticos, 
  • não classificadas em outra parte
  • Outros transtornos, e os não especificados do aparelho circulatório

2° Doenças do aparelho respiratório com total 384.941 sendo de 60 a 69 anos 117.432, de 70 a 79 anos 140.161 e de 80 anos e mais 127.348
  • Broncopatias;
  • Pneumopatias;
  • Transtornos respiratórios;
  • Fístula do trato respiratório;
  • Doenças torácicas;
  • Transtorno da motilidade ciliar;
  • Doenças nasais;
  • Hipersensibilidade respiratória;
  • Infecções respiratórias;
  • Doenças da traqueia;
  • Laringopatias;
  • Doenças pleurais;
  • Anormalidades do sistema respiratório;
  • Neoplasias do trato respiratório.
  • Doenças pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
  • Bronquite crônica
  • Enfisema pulmonar
  • Asma
  • Câncer de pulmão

Fonte: Ministério da Saúde - Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS)
Link: http://portal.saude.gov.br/

sábado, 15 de dezembro de 2012

Ansiedade que atrapalha o dia a dia deve ser investigada por um médico

Ficar muito ansioso eleva risco de doenças e até mesmo infartos. Persistência dos sintomas é sinal de alerta e paciente deve ir ao médico

Algumas pessoas ficam mais ansiosas do que outras e, por isso, reagem de maneiras diferentes diante de algumas situações. Geralmente, essa reação depende muito da importância que a pessoa dá ao assunto, mas caso ela já seja ansiosa por natureza, pode ficar ainda mais em determinadas ocasiões.

O problema acontece quando os sintomas da ansiedade se tornam crônicos e persistem por mais tempo – se durar mais de duas semanas e começar a atrapalhar as atividades do dia a dia, é preciso procurar um médico, como alertaram a pediatra Ana Escobar e o psiquiatra Daniel Barros. Além disso, o sentimento elevado é também um fator de risco para doenças, como gastrite, alergias e doenças do coração, como os infartos.

Segundo o psiquiatra Daniel Barros, o índice de infarto nos hospitais aumenta muito em finais de jogos de futebol, Provavelmente, a maioria desses pacientes já sofria de algum problema do coração, que foi desencadeado pelo momento de tensão, mas é importante alertar que os sintomas provocados pelo estresse e ansiedade aumentam a pressão arterial e também o risco de infarto.

Além de deixar a pessoa tensa e em estado de alerta, a ansiedade causa também dificuldade para relaxar, sensação de peso nas costas, diarréia, preocupação, falta de ar, taquicardia, aumento da pressão arterial e sudorese. É preciso, no entanto, saber diferenciar a ansiedade de um simples estresse – normalmente, se a pessoa não consegue superar o obstáculo, está ansiosa; se ela fica nervosa, mas consegue vencer o obstáculo, é apenas um estresse.

Algumas pessoas ficam ansiosas por causa do acúmulo de diversas situações que causam estresse, compras, dívidas, processos seletivos, nascimento de crianças da família e jogos de futebol, se combinados, podem gerar o sentimento de ansiedade. Nem sempre é possível se livrar de todos os fatores que estressam, mas é possível controlar o estresse antes que ele leve à ansiedade.

Atividades físicas regulares e exercícios de relaxamento, como ioga e meditação, por exemplo, ajudam bastante. Além disso, é importante se esforçar para relaxar e entender que nem tudo está sob controle e pode ser resolvido – dessa maneira, é possível evitar que a ansiedade saudável se transforme em uma doença.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/

Estudo faz panorama de doenças e mortes em todo o mundo

O mundo tem conseguido evitar mortes prematuras, mas as pessoas têm vivido mais e mais doentes, segundo o estudo sobre a Carga Global de Doenças (GBD, na sigla em inglês) 2010, um projeto colaborativo liderado pelo Instituto de Métrica e Avaliação de Saúde (IHME), da Universidade de Washington, nos EUA.

Os resultados foram anuciados dia 14/12/2012 pela Sociedade Real de Londres e também apareceram dia 15/12/2012 na revista científica "The Lancet", que pela primeira vez em sua história vai dedicar uma edição inteira a uma única pesquisa. Ao todo, são sete artigos científicos e comentários sobre os maiores desafios mundiais na área da saúde.

Segundo o levantamento, o mundo tem passado por grandes mudanças desde a década de 1990, quando foi feita a primeira edição do GBD. De lá para cá, a população global tem envelhecido mais, a incidência de doenças infecciosas e desnutrição infantil tem caído, e – com exceção da África Subsaariana – as pessoas estão mais propensas a ter uma vida adulta pouco saudável, por causa do sedentarismo e da má alimentação.
Essa "carga de saúde" definida pelo GBD está mais ligada ao que nos faz mal, e não ao que está nos matando. O maior contribuinte para isso costumava ser a mortalidade precoce – que já atingiu mais de 10 milhões de crianças menores de 5 anos –, mas agora a realidade é outra, com mais doenças crônicas (como asma, pressão alta, infarto, derrame, obesidade, diabetes, fumo, alcoolismo e câncer), lesões nos músculos e ossos (como osteoporose) que causam invalidez e óbitos, e problemas mentais. E esse número cresce à medida que as pessoas vivem mais.

O estudo aponta ainda que, enquanto os países têm feito um ótimo trabalho para combater doenças fatais, principalmente as infectocontagiosas (como a Aids), a população mundial está vivendo com mais problemas de saúde que causam dor, prejudicam a mobilidade, a visão, a audição e o funcionamento cerebral.

Mortes entre crianças e adultos

O estudo também destaca que, apesar de importantes avanços como a queda na mortalidade infantil, doenças como diarreia causada por rotavírus e sarampo ainda são responsáveis pela morte de mais de 1 milhão de crianças com menos de 5 anos por ano no mundo, apesar de existirem vacinas eficazes contra os dois problemas.

Além disso, o que mais chamou a atenção dos especialistas é que o número de mortes entre adultos de 15 a 49 anos cresceu 44% no período de 1970 a 2010. O resultado é, em parte, pelo aumento da violência e pela elevação contínua dos casos de HIV, que mata mais de 1,5 milhão de pessoas por ano em todo o mundo.

Os riscos associados à dieta e ao sedentarismo, como excesso de peso e altas taxas de açúcar no sangue, são responsáveis por 10% da carga de doenças globais e só tendem a aumentar. Segundo os cientistas, grande parte da carga na saúde é provocada por um grupo relativamente pequeno de doenças. Os pesquisadores examinaram mais de 300 enfermidades, lesões e fatores de risco, e descobriram que apenas 50 causas diferentes eram responsáveis por 78% do total de doenças – 18 delas respondiam por mais da metade.

Os problemas isquêmicos do coração, como infarto, e o acidente vascular cerebral (AVC) foram as duas maiores causas de mortes no mundo entre 1990 e 2010. Casos de diabetes, câncer de pulmão e doença pulmonar obstrutiva crônica também subiram, enquanto os de diarreia, tuberculose e infecções respiratórias nas vias aéreas inferiores (traqueia, brônquios e bronquíolos) caíram.

Entre as doenças que provocam mortes prematuras e incapacidade, houve outra mudança: a encefalopatia neonatal – doença cerebral fatal em recém-nascidos – e a desnutrição infantil deixaram de estar entre as dez principais causas de óbitos entre 1990 e 2010, e foram substituídas por lesões decorrentes de acidentes de trânsito e na coluna lombar.

Fonte:http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/