terça-feira, 20 de maio de 2014

Governo de SP entrega novo pronto-socorro do Hospital do Servidor

Área física passa de 1,8 mil para 2,9 mil metros quadrados; totalmente moderno, local agora possui características especiais para atendimento à população idosa

O Governo do Estado de São Paulo entregou nesta segunda-feira, 19 de maio, um novo e moderno pronto-socorro no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) para atendimento aos usuários do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe). O setor foi priorizado no projeto de reforma do hospital, que vem recebendo R$ 146,7 milhões em investimentos do Governo do Estado.

Com a obra, o novo PS passa dos atuais 1.825 m² para 2.900 m² e agora possui características especiais para atendimento à população idosa, incluindo adaptação de consultórios e área física com dimensões adequadas e acessibilidade. Também contará com uma equipe multidisciplinar capacitada para assistência às pessoas com 60 anos ou mais e fluxo de atendimento respeitando os critérios de classificação de risco.

O número de leitos no pronto-socorro sobe de 44 para 53 e o de consultórios médicos, de 15 para 21. A sala de medicação, por sua vez, contará com 32 poltronas (até hoje eram 15) e outros seis leitos de observação. Já as salas de espera passam de 147 lugares para 341 lugares.

Entre os diferenciais do novo espaço estão piso de manta vinílica, portas de correr para facilitar o transporte de cadeiras e macas, bate-macas que auxiliam na segurança dos pacientes, camas com quatro motores que reduzem o risco de quedas dos idosos e banheiros totalmente adaptados, com pisos antiderrapantes.

Além disso, há mais conforto nas enfermarias, com cortinas e cadeiras para acompanhantes, bandejas isotérmicas que mantêm o alimento aquecido e utensílios especialmente desenvolvidos para os idosos (copos mais grossos e resistentes e de coloração diferenciada).


O novo PS possui também salas de pré-consulta, procedimento, assistência social e ultrassonografia, além de duas novas áreas específicas de higienização e um consultório de ginecologia.

"O novo pronto-socorro garantirá as condições ideais de atendimento a todos os pacientes, adequando o espaço ao perfil do público atendido. Trata-se de uma grande conquista para os servidores, seus beneficiários e agregados", afirma o superintendente do Iamspe, Latif Abrão Junior.

O Instituto realizou um treinamento com todos os funcionários do PS para que recebessem orientações e vivenciassem o cotidiano do paciente idoso, com o objetivo de sensibilizá-los quanto à importância de um atendimento especializado e humanizado.

O PS do HSPE realiza atualmente, em média, 20 mil atendimentos por mês, nas especialidades de Clínica Médica, Cirurgia Geral, Ortopedia, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Neurologia, Psiquiatria, Ginecologia e Pediatria.

O hospital também ganhará, em breve, um Centro de Promoção e Proteção à Saúde do Idoso, que contará com serviço de reabilitação física e social para a promoção do envelhecimento saudável e abrigará área de lazer e convivência, cozinha experimental e um anfiteatro para 420 pessoas.

Com a reforma do HSPE, o Centro de Oncologia do hospital terá capacidade operacional ampliada em 25%, passando a realizar cerca de 14,3 mil procedimentos por ano. O número de leitos de UTI Adulto será ampliado, passando dos atuais 52 para 78. Ainda fazem parte do projeto uma nova área da Central de Esterilização de Materiais e um novo Centro de Diagnóstico por Imagem.

O Centro de Diagnóstico por Imagem realiza atualmente 30 mil exames/mês. A modernização das instalações e a melhoria no fluxo de atendimento permitirão aumentar a produção em 20%.

A reforma também garantirá maior confiabilidade para o funcionamento de áreas que não podem estar sujeitas a interrupções de energia, como Centros Cirúrgicos e UTIs.

Ao final das obras, a unidade se tornará referência nacional em assistência médica multidisciplinar a pacientes idosos e o primeiro "Hospital Amigo do Idoso" da América Latina. Hoje, o Iamspe atende 10% da população com 60 anos ou mais de todo o Estado de São Paulo, e 60% dos pacientes internados no HSPE são da terceira idade.

O Instituto já desenvolve projetos voltados a essa faixa etária, a exemplo do Programa de Gerenciamento de Pacientes Crônicos, Prevenir Iamspe e Programa de Atenção ao Idoso (PAI).

Iamspe

O Iamspe, autarquia vinculada à Secretaria de Gestão Pública, tem hoje uma das maiores redes de atendimento em saúde para funcionários públicos do país.

Além do Hospital do Servidor Público Estadual, na capital paulista, possui 17 postos de atendimento próprios no interior, os Ceamas, e disponibiliza assistência em mais de 100 hospitais e 140 laboratórios de análises clínicas e de imagem credenciados pela instituição, beneficiando 1,3 milhão de pessoas em todo o Estado.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Cresce o número de idosos que cuidam de idosos doentes em São Paulo.

Quase 40% das pessoas que cuidam de idosos doentes em São Paulo são também idosas, revelam dados inéditos de um projeto da USP que monitora como os idosos estão envelhecendo na capital.
O fenômeno tem crescido no país e é atribuído ao processo de envelhecimento populacional, 'as famílias com menos filhos e 'a maior presença de mulher no mercado de trabalho, o que diminui a oferta do cuidado em casa.
Em amostra de 362 cuidadores de idosos em estudos pela USP, 38% tem mais de 60 anos. A maioria (75%) é mulher ou filha (o) do idoso.

"A gente chega na sala de geriatria e não sabe quem é o paciente e quem é o cuidador, ambos são idosos", diz Naira Dutra Lemos, assistente social da disciplina de geriatria da Unifesp.

A preocupação dos especialistas é que muitos cuidadores idosos também precisam de atenção 'a saúde, mas estão desassistidos pelas famílias e pelo poder publico.
Em Portugal, por exemplo, o governo garante ao cuidador três meses intercalados de férias por ano, no período, o idoso doente fica sob cuidados de uma instituição paga com recursos públicos.
"No Brasil, o que a gente vê são muitas vezes é o cuidador morrer antes do idoso cuidado", afirma a enfermeira Ieda Duarte, professora da USP e uma das coordenadoras do projeto Sabe (Saúde, Bem-estar, e Envelhecimento).

Segundo a literatura médica, cuidadores familiares idosos, tem o dobro de risco de contrair doenças físicas e psicológicas em relação á população idosa em geral. Além do prejuízo á saúde, Ieda alerta que a assistência ao idoso doente também pode ficar negligenciada, segunda ela, nessas circunstâncias só 30% das necessidades de cuidado são atendidas. "Ele faz o que pode."

A geriatra Lyina Kawazoe, da Unifesp, tem a mesma preocupação: "Se ele não consegue cuidar de si próprio, como vai poder cuidar do outro?"

Em São Paulo, vivem 1,4 milhões de idosos acima de 60 anos (12% da população), a maioria tem duas patologias ou mais (80%). Entre 80 e 90 anos, 20% deles apresentam demências - a partir dos 90, a taxa sobe para 40%.

Por conta do aumento da demanda, a Unifesp criou um ambulatório específico para tratar os cuidadores dos idosos acompanhados no serviço de geriatria. conta com quatro médicos, duas assistentes sociais e duas psicóloga e atendente com hora marcada.

"Os cuidadores apresentam uma carga de estresse muito grande e doenças ostearticulares por conta do peso (do idoso doente) e do desgaste da função", afirma Naira Dutra, que defendeu tese de doutorado na Unifesp sobre o tema.

A maioria dos 176 cuidadores que já passaram por lá é mulher (85%) e tem 71 anos em média, o mais velho, o pedreiro aposentado Antonio Joaquim dos Santos, 92 anos, por exemplo, cuida da mulher de 86 anos que tem Alzheimer.
Segundo o projeto USP, 52% dos cuidadores de idosos com problemas cognitivos desempenham sozinho a função há mais de cinco anos.

"Eles vão deixando de ser o que são, descuidam da própria saúde e se tornam o único responsável pela vida do outro", diz Naira.

Também s tornam mais vulneráveis a sintomas como depressão, fadiga, frustração, redução de convívio social e diminuição da autoestima, segundo a psicóloga brasileira Lisneti Maria de Castro, pesquisadora da Universidade de Aveiro (Portugal). A sobrecarga física e emocional também gera sentimentos de raiva, ressentimento e amargura.

"O cuidador pode se transformar numa pessoa intolerante, facilmente irritável, amarga e se distanciar da pessoa de quem cuida". Ela afirma que o apoio social, seja dos outros familiares e de amigos, ou de uma rede de cuidados, aumenta a satisfação em relação á vida.

ESTADO
No congresso brasileiro de geriatria, que aconteceu semana passada em Belém (PA), os especialistas defenderam que os governos criem com urgência alternativas de cuidados para idosos que moram sozinhos ou apenas com cônjuge também idoso.

Cuidadores profissionais pagos pelo Estado ou estímulo financeiro aos cuidadores familiares são algumas delas. "É uma necessidade real e urgente, a grande maioria das famílias não tem recursos para ganhar um cuidador formal", diz Kawazoe. Na Espanha, por exemplo, o governo paga um valor ás famílias, que varia de acordo com o grau de dependência do idoso, quanto maior o grau, maior o subsídio.

Fonte: Claúdia Colluci 

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Informe Epidemiológico Doenças Crônicas Não Transmissíveis (base:08/2013)


As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são caracterizadas por um um conjunto de doenças que não tem envolvimento de agentes infecciosos em sua ocorrência, multiplicidade de fatores de risco comuns, história natural prolongada, grande período de latência, longo curso assintomático com períodos de remissão e exacerbação, podendo levar ao desenvolvimento de incapacidades. As DCNT recebem também a denominação de doenças não infecciosas (BRASIL, 2008).
Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) as DCNT compreendem majoritariamente doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e doenças respiratórias crônicas.
Com o envelhecimento da população e o aumento progressivo da esperança de vida no Brasil, os agravos e doenças crônicas não transmissíveis passaram a predominar nas estatísticas de óbitos, especialmente se comparadas com a mortalidade por doenças infecciosas, que tiveram um declínio expressivo.
A partir da década de 60, em vários países, incluindo o Brasil, vem ocorrendo modificações relevantes no padrão demográfico, no perfil de doenças e mortalidade da população. As modificações demográficas caracterizam-se por redução significativa de fertilidade, urbanização crescente, aumento de esperança de vida ao nascer e envelhecimento populacional. As mudanças demográficas tiveram reflexo no perfil epidemiológico, com o declínio das doenças infecciosas, aumento das causas externas (violências e acidentes) e predomínio das doenças crônicas não transmissíveis, representando um dos grandes desafios a serem enfrentados, tanto no âmbito científico, como no das políticas públicas (BRASIL, 2011). 
No Brasil País, ocorre um decréscimo proporcional significativo das doenças infecciosas, principalmente das imune preveníveis, e ao aumento das doenças crônicas e degenerativas. 
Os principais fatores de risco envolvidos, na maior parte dos óbitos causados por essas doenças são: tabagismo, consumo de álcool, obesidade, inatividade física, alimentação inadequada; sendo todos esses fatores considerados modificáveis

Premissas subjacentes e alerta de epidemia:
  • As DCNT são decorrentes do estilo de vida inadequado (não saudável);
  • Estes fatores de risco permanecem ao longo do tempo e no espaço territorial;
  • O estilo de vida das populações em vias de desenvolvimento é fator determinante das DCNT e influencia o seu perfil de morbidade;

Seus efeitos são modificáveis por ações de promoção de saúde

O Ministério da Saúde implantou desde 2006, o sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL). Esta pesquisa anual tem como objetivo principal o monitoramento da frequência e distribuição de fatores de risco para doenças crônicas. Além disso, oferece informações para elaboração de políticas para proteção contra doenças crônicas na população adulta, com idade igual ou superior de 18 anos, sendo realizado nas capitais dos 26 Estados e no Distrito Federal. Mais recentemente o Ministério da Saúde lançou o Plano de Ações Estratégicas para o enfrentamento das DCNT (2011-2022) que define e prioriza as ações e os investimentos necessários para preparar o País para enfrentar as DCNT nos próximos dez anos.

Desafios:
  • As DCNT são as principais produtoras de carga de doença no Brasil e políticas importantes para sua prevenção e controle têm sido implementadas. 
  • A epidemia de obesidade que acomete o mundo, com o consequente crescimento da prevalência de diabetes e hipertensão, ameaça o decréscimo das DCNT.
  • Tendências desfavoráveis na maioria dos fatores de risco mostram a necessidade de ações adicionais ao uso de substâncias potencialmente de risco de promoção e proteção da saúde, especialmente na forma de legislação e regulamentação e daquelas que permitem cuidados crônicos com qualidade.

Quando se analisa as taxas de mortalidade por causas específicas, das DCNT, observa-se um comportamento crescente em todas elas, destacando-se as doenças cerebrovasculares como as de maiores taxas de mortalidade, passando de 34,2/100.000hab em 1997 para 53,6/100.000hab em 2010. Houve um aumento importante das Doenças Hipertensivas (471,2%) passando de 5,2 para 27,9 por 100.000hab, do Diabetes Mellitus (211,2%) passando de 9,8 para 30,5 por 100.000hab, e das Doenças Isquêmicas do Coração (105,6%), passando de 21,5 para 44,2 por 100.000hab; considerando o período de 1997 e 2011

O indicador “Anos Potenciais de Vida Perdidos” (APVP) surgiu para explicar o total de anos de vida perdidos para cada óbito e estimar o tempo de vida que a pessoa deveria ter vivido se não morresse prematuramente. Há um consenso de que, quando a morte ocorre prematuramente, tanto pune o indivíduo numa etapa de vida produtiva, como também priva a coletividade de seu potencial econômico e intelectual.
Nos anos de 2010 e 2011 as neoplasias foram responsáveis por mais de um terço dos APVP (46,7%), seguido das doenças do aparelho circulatório (43,7%), das DCNT. Por outro lado, não foram percebidas alterações importantes nos APVP nos dois anos avaliados

Fatores de Risco e de Proteção

Os dados apresentados pelo VIGITEL, apontam para um aumento consistente na prevalência do excesso de peso, passando de 42,2% em 2006 para 53,7% no ano de 2011.O consumo de álcool apresentou um aumento no ano de 2009, retornando ao patamar de 17,3% no ano de 2011. Por outro lado, há uma importante redução do sedentarismo, que passou de 31,4% em 2006, para 14,6% no ano de 2011. O mesmo ocorreu com o tabagismo que reduziu de 16,3% para 10,3% em 2011

Os dados do VIGITEL serviram de base, em 2011, para a elaboração do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não -Transmissíveis (2011-2022). Além disso, foi possível prever uma série de medidas para reduzir as internações e mortes prematuras por tais doenças, promover também ações que incentivam a incorporação de hábitos saudáveis.
Em relação à situação das DCNT apresentada, alguns aspectos merecem uma reflexão, no sentido de promover ações preventivas que possam impactar na saúde da população e com isso, reduzir as altas taxas de morbimortalidade. Fica evidente a necessidade de se investir na sua prevenção, que envolve, sobretudo, ações estratégicas intersetoriais de promoção de alimentação saudável, atividades físicas, culturais, redução do consumo de álcool e cigarro. Por outro lado, o acesso à atenção básica de qualidade e à atenção especializada deve ser implementada, no sentido de se evitar as mortes prematuras, favorecendo a continuidade do cuidado, além da integralidade na atenção ao paciente


terça-feira, 29 de abril de 2014

18ª Parada LGBT de São Paulo 2014

APOGLBT divulga tema da 18ª Parada LGBT de São Paulo


Manifestação de 2014 pede pela criminalização da homofobia e aprovação da lei de identidade de gênero


Todas as atividades do Mês do Orgulho LGBT, que ocorrem entre abril e junho, seguirão a mesma temática.

Manifestação pública
Em 2014, a Parada acontecerá no dia 4 de maio em função do calendário da Copa
do Mundo na capital paulista, que receberá jogos no período da data original da
manifestação - realizada anualmente junto ao feriado de Corpus Christi.

A data foi definida entre a direção da APOGLBT de São Paulo, o prefeito Fernando Haddad, a vice-prefeita Nádia Campeão e o secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Rogério Sottili. O objetivo é preservar a segurança do público e, também, evitar que os participantes tenham dificuldade em se hospedar e arcar com as
despesas na cidade.

A associação já abriu inscrição para trios elétricos de empresas e instituições que desejam compor o trajeto da manifestação. Os interessados devem entrar em contato pelo e-mail trios@paradasp.org.br até 23 de abril.

Mês do Orgulho LGBT
As atividades do 18º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo tiveram início em 10 de abril, com a primeira coletiva de imprensa. A programação prossegue com o Ciclo de Debates no auditório do Sindicato dos Comerciários, de 22 a 25 de abril; a Feira Cultural LGBT e o Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, que acontecem
juntos no dia 1º de maio, na Praça da República e a Parada do Orgulho LGBT, no dia 4 de maio. A tradicional Mostra de Cinema e o Ciclo de Leituras Dramáticas encerrarão o calendário, em data a ser definida no mês de junho.

Outras atividades não organizadas pela associação serão realizadas no mesmo período, como o espetáculo Dark Room e a Caminhada Lésbica, em 2 e 3 de maio, respectivamente.

Imprensa
A assessoria de comunicação da APOGLBT também já iniciou o credenciamento de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas, que devem efetuar seus cadastros individuais até 25 de abril por meio de formulário online disponível no site da associação (www.paradasp.org.br).

Imprensa - Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo
Tathiane Cavalcante e Marcelo Maruoka
(11) 9.8698-1310 / 9.7668-6048
assessoria.imprensa@paradasp.org.br

Rendimentos de idosos representam 21% da renda total da população


O rendimento dos brasileiros com 60 anos ou mais atingiu R$ 446 bilhões em 2013, o que corresponde a 21% da massa de renda total da população, segundo pesquisa do Data Popular em parceria com o Instituto Opinião.
O estudo mostra o potencial de consumo desse público e destaca que o número de idosos no país tende a quadruplicar até 2050.
O número de idosos no país saltou de 15,4 milhões em 2003 para cerca de 22 milhões de pessoas com 60 anos ou mais em 2013, o que representa 11% da população brasileira.
Segundo a pesquisa, o número de idosos no Brasil deverá chegar a 69 milhões em 2053.
O estudo levou em consideração dados coletados em pesquisas realizadas pelos dois institutos, além de dados da PNAD, do Censo Demográfico e estimativas populacionais do IBGE.
Menos otimistas e mais conservadores Quando questionados sobre a melhoria da vida no último ano, 69% dos entrevistados disseram que a vida melhorou. Já quando questionados sobre expectativa de melhora da sua vida no próximo ano, os idosos se mostram bastante otimistas, embora menos otimistas que os demais brasileiros em relação ao futuro. Os dados revelam que 79% estão otimistas, contra 89% dos brasileiros em geral.
A pesquisa também mostrou que os idosos têm opiniões mais conservadoras do que os brasileiros em geral quando se trata dos papéis dentro do lar: 44% das pessoas com mais de 60 anos disseram que as tarefas do lar são de responsabilidades das mulheres, contra apenas 37% dos brasileiros em geral.
Aina de acordo com o levantamento, 61% dos idosos afirmam que é papel do homem ser o provedor da casa, enquanto que 54% dos brasileiros em geral compartilham da mesma opinião.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Veja onde cada emoção atinge o corpo humano

Emoções claramente têm um efeito fisiológico direto em nossos corpos

Ficar nervoso faz seu estômago revirar; ficar envergonhado faz suas bochechas ficarem vermelhas. Emoções claramente têm um efeito fisiológico direto em nossos corpos, e uma equipe de pesquisadores finlandeses analisou exatamente como isso acontece — e representou estes efeitos nesta visualização.
Para construir os mapas, os pesquisadores expuseram a 773 participantes diferentes palavras, histórias, filmes e expressões, e pediram para eles destacarem, numa silhueta humana, as áreas do corpo em que sentiram um aumento ou uma diminuição na atividade. O aumento está representado em vermelho e amarelo, enquanto a diminuição está exposta em um tom brilhante de azul.
Os resultados, publicados na Proceedings of the National Academies of Sciences, devem ser familiares com muita coisa que você já experimentou ao longo da sua vida: a depressão está ligada a um amortecimento nos membros, enquanto a vergonha induz as bochechas a ficarem coradas. A tristeza chega a aumentar as atividades nos olhos, provavelmente representando as lágrimas dos participantes.
Os autores admitem, por iniciativa própria, que os resultados podem ser influenciados por referências culturais e estereótipos sobre as emoções. Mesmo assim, as conclusões apontam que as respostas são claramente universais, independente da cultura; vale a pena notar que os participantes foram recrutados tanto na Finlândia quanto em Taiwan.
De fato, os pesquisadores argumentam que tal universalidade é provavelmente consequência de uma base biológica e não cultural para nossa resposta às emoções. Mas, claro, saber de tudo isso não vai evitar que você fique corado na próxima vez que você sentir vergonha.