terça-feira, 11 de setembro de 2012

Foliculite e suas características próprias:



O que é?
Infecção dos folículos pilosos causadas por bactérias do tipo estafilococos. A invasão bacteriana pode ocorrer espontaneamente ou favorecida pelo excesso de umidade ou suor, raspagem dos pelos ou depilação.
Atinge crianças e adultos podendo surgir em qualquer localização onde existam pelos, sendo frequente na área da barba (homens) e na virilha (mulheres).
Manifestações clínicas
Quando superficial, a foliculite caracteriza-se pela formação de pequenas pústulas ("bolhinhas de pus") centradas por pelo com discreta vermelhidão ao redor. Alguns casos não apresentam pus, aparecendo apenas vermilhidão ao redor dos pelos. Quando as lesões são mais profundas, formam-se lesões elevadas e avermelhadas que podem ter ponto amarelo (pus) no centro. Pode haver dor e coceira no local afetado.
Foliculite queloidiana da nuca. Caracterizada por pústulas foliculares na nuca que evoluem para lesões queloidianas. É mais comum nos homens de raça negra que apresentam politriquia, ou seja, fusão de folículos na superfície da pele, onde surgem dois ou três pêlos.
Foliculite decalvante – é uma foliculite crônica, causada geralmente pelo S. aureus, que determina intensa destruição folicular com posterior atrofia, resultando em alopecia cicatricial. No couro cabeludo, chama-se foliculite decalvante do couro cabeludo; na área da barba, chama-se sicose lupóide e nos membros inferiores foliculite decalvante de Arnozan Dubreuilh.
Foliculites por oclusão folicular – há tendência à obstrução do óstio folicular por hiperqueratose folicular inata. Sugere-se que a queratina encontrada na derme (resposta granulomatosa), resulte da destruição do folículo. Clinicamente, notam-se comedões, abscessos intercomunicantes múltiplos, trajetos fistulosos, cicatrizes hipertróficas e queloidianas. Compreende a hidrosadenite, a foliculite dissecante do couro cabeludo (Perifolliculitis capitis abscedens et suffodiens) e a acne conglobata. A hidradenite supurativa é uma doença inflamatória crônica da pele com furúnculos, fístulas e abscessos, mais comumente localizada nas axilas e virilhas, sendo o tratamento cirúrgico o método de escolha.
Tratamento
O tratamento é feito com antibióticos de uso local ou sistêmico específicos para a bactéria causadora e cuidados antissépticos, além de evitar fatores predisponentes, como a depilação.
Algumas lesões podem necessitar de drenagem cirúrgica. O dermatologista é o médico mais indicado para o correto diagnóstico e tratamento das foliculites.
O melhor tratamento para o problema é a Prevenção, então vamos lá as dicas para evitar e tratar a foliculite:
Quem faz depilação com cera precisa se certificar de que os equipamentos utilizados pelo salão são esterelizados ou descartáveis. Nada de cera reaproveitada. Quem usa lâmina deve sempre manter o aparelho bem limpo (o ideal é usar aqueles descartáveis uma vez só). Lave bem a pele antes de se depilar ou se barbear. Usar calça apertada de tecido sintético também agrava o problema na virilha já que deixar o local quente, úmido e machucado é criar um hotel 5 estrelas para as bactérias. Calça jeans justa é paraíso para as bactérias que causam a foliculite na região da virilha.
Como uma das causas da foliculite é o excesso de queratinização, manter a pele mais lisinha e livre das células mortas (que dificultam a saída do pêlo à superfície) é fundamental para minimizar o problema. Esfoliantes a base de ácido salicílico tem a vantagem extra de ser antiinflamatório e bactericida, ou seja, ao mesmo tempo em que previne também trata o problema. Só cuidado para não exagerar. Esfoliar demais pode machucar a pele e com isso as defesas vão embora. Outra dica importante é que a esfoliação deve ser feita ANTES da depilação ou do barbeamento, já que depois do procedimento a pele estará mais sensível e com isso a chance de você machucá-la é muito maior. Assim, quem vai se depilar com cera é bom fazer uma esfoliação antes e depois ficar uns 2 dias sem esfoliar a pele. Já os meninos ou fazem a esfoliação antes de se barbear ou se não tem tempo, pelo menos espere umas 10 horas entre o barbeamento e a esfoliação. Quem se barbeia de manhã, por exemplo, pode aproveitar para fazer a esfoliação quando tomar banho de noite.
A depilação com cera é a que mais leva ao aparecimento dos pêlos encravados já que os pêlos arrancados têm mais dificuldade de voltar novamente à superfície. Então quem usa cera e tem tendência ao problema deve intercalar o procedimento com lâmina ou creme depilatório. Na hora de usar a lâmina o correto e passar o barbeador no mesmo sentido do nascimento do pêlo e não contra ele. Isso pode não trazer um barbeado tão rente, mas ajuda muito a diminuir a chances dos pêlos encravarem. Depois que acabar lave novamente a pele, de preferência com um sabonete para peles sensíveis e passe um gel calmante pós barba. Não use hidratante após se depilar ou barbear, eles podem ocluir os poros e com isso dificultar que os pêlos cheguem à superfície.
Além dos produtos a base de ácido salicílico, peelings seriados (feitos por dermatologistas) podem ser úteis para afinar mais a pele e também para eliminar as manchas que ficaram de lesões antigas. Para evitar esse agravamento é fundamental nunca tentar espremer ou retirar o pêlo com pinça.
Agora se você preferir um tratamento definitivo, a depilação a laser é a solução definitiva, que também pode ser feita por homens na região da barba.

Colaboração: Dr. Roberto Barbosa Lima - Dermatologista



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