domingo, 2 de junho de 2013

Conhecer os sintomas do infarto é essencial para evitar o pior




Dor no peito, náuseas e formigamento estão entre os sinais que seu corpo dá

Dores no peito, formigamento no braço e aperto na garganta são alguns dos sintomas de um dos problemas de saúde mais comuns no Brasil, hoje em dia: cerca de 300 mil pessoas sofrem um infarto, anualmente, segundo dados da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo. O problema surge quando existe uma artéria contraída ou obstruída, parcial ou totalmente. Como o músculo cardíaco requer um constante abastecimento de sangue rico em oxigênio para se nutrir, as artérias coronarianas proporcionam ao coração essa fonte de abastecimento. Se algo dá errado, o infarto (ou ataque do coração) acontece.

Os riscos são grandes e aproximadamente 50% dos casos terminam em morte súbita. Conhecer os sintomas de um infarto e procurar ajuda é muito importante para garantir sucesso no tratamento e evitar a morte súbita afirma a cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein, Denise Hachul.

O problema está em separar esses sintomas para não entrar em pânico à toa. Os verdadeiros sintomas de infarto são dor ou aperto no peito; irradiação para pescoço ou dorso; sensação de sufocação ou aperto na garganta; dor, peso ou formigamento no braço especialmente esquerdo; náuseas, sudorese e, menos freqüentemente, palpitações, tontura e desmaio. São eles que precisam ser levados a sério , diz a cardiologista.

Mas nada de desespero, a cardiologista também explica que nem tudo que sentimos, mesmo que ligados aos verdadeiros sintomas do infarto, representa um risco para saúde. Nem toda dor no peito acontece por conta do infarto do miocárdio. No entanto, se o indivíduo for portador de fatores de risco como hipertensão, diabetes, tabagismo e colesterol desequilibrado, ele deve permanecer alerta aos sintomas".

Se houver fatores de risco, qualquer sinal deve ser levado em consideração. No caso de dores no peito desencadeadas durante esforços ou emoções ou acordar à noite com um dos sintomas descritos acima, o indivíduo deve imediatamente procurar ajuda médica para realizar exames .

É importante ressaltar que os sintomas só podem ser realmente diagnosticados quando existem exames específicos para isso. Pacientes saudáveis que não apresentam fatores de risco às vezes podem ter dor no peito, que pode ser provocada por alterações osteo-articulares ou musculares, esofágicas ou gástricas, sem nenhuma correlação com o coração. Mas somente avaliação médica com eletrocardiograma e exames laboratoriais pode identificar a causa das dores ou das insuficiências .

O ideal é se precaver desse mal, e para isso, basta alguns cuidados bem simples, como deixar o sedentarismo e o tabagismo bem longe de você. Mas, mesmo tomando esses cuidados, busque ajuda sempre que sentir necessidade. A rapidez no atendimento faz toda a diferença em reação ao sucesso do tratamento , diz a cardiologista do hospital Israelita Albert Einstein Denise Hachul.


Porque isso acontece?
Os sintomas são um sinal do corpo que avisam que algo não vai bem e isso acontece em diversas ocasiões. No caso do infarto do miocárdio, as dores surgem pela falta de oxigênio no coração. A dores que caracterizam o infarto acontecem pela interrupção do sangue, que não consegue chegar de maneira adequada ao coração, isso ataca alguns pontos nervosos do corpo. É a irradiação da própria dor que causa os principais sintomas, como o formigamento ou peso nos braços, a dor no peito e o aperto na garganta , diz a cardiologista.

Fonte: http://www.minhavida.com.br/saude/

Atividade física previne câncer de pulmão e cólon em homens aos 50 anos


Atividade física previne câncer de pulmão e cólon em homens aos 50 anos
Estudo indicou uma redução de 68% para 38% no risco do aparecimento desta doença

Atividade física é boa para a saúde de mil formar diferentes. E agora a ciência achou mais uma vantagem para quem se exercita. Um estudo conduzido na Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, e que será apresentado no dia 2 de junho no Encontro Anual da American Society of Clinical Oncology, demonstrou que homens que praticam atividade física e estão em forma na meia idade tem menores chances de apresentar quadros de câncer.

A pesquisa foi feita com 17.049 homens, na faixa etária de 50 anos, que foram acompanhados durante duas décadas. Todos foram submetidos a um teste cardiovascular, que envolvia andar em uma esteira rolante em diferentes velocidades e inclinações e eles foram classificados de acordo com os níveis de energia consumida nos exercícios. Essa classificação os dividiu em alguns grupos, que foram acompanhados para verificarem as chances de eles desenvolverem câncer de pulmão, câncer de cólon e câncer de próstata.

Nesse meio tempo, 2.332 homens foram diagnosticados com câncer de próstata, 277 com câncer de pulmão e 276 com câncer de cólon. Comparando então a incidência dentro de cada um dos grupos, eles verificaram que o risco de câncer de pulmão ou colo-retal foi reduzido de 68% para 38% na equipe com melhores resultados no teste cardiovascular. Já o de próstata não teve tanta diferença. Além disso, os homens fisicamente ativos tiveram as chances de morrerem devido a essa doença reduzidas em 13%.

Além da atividade física, vale a pena investir em outras medidas para afastar a doença mais ainda.

Caso Clinico de Acidente Automotivo em 12/03/2013 (Hist. Verídica)

Ocorrência:
Um adolescente de 17 anos que bateu um carro em um poste, na noite de domingo (12/05/2013), morreu na manhã de segunda-feira (13/05/2013) depois de sofrer um mal estar na 91° Delegacia onde estava sendo realizado a ocorrência e foi socorrido ao Pronto Socorro (B) que declarou que o adolescente chegou ao PS já morto, às 8h16. O adolescente deu entrada no pronto-socorro (A) às 23h34 de ontem com politrauma, recebeu avaliação médica inicial "e realizou todos os exames pertinentes".

"O paciente passou por exames de raios-x de tórax e da bacia, ultrassonografia do abdome total, tomografia de crânio e cervical. Informamos que todos os exames complementares realizados foram normais."

 "O menor também passou por avaliação da equipe de neurocirurgia e permaneceu em observação médica. Durante o tempo de observação, o paciente não apresentou intercorrência clínica. Foi liberado pela manhã, por volta das 6h30 do dia 13 de maio de 2013, com exame clínico normal", completou a nota.

Resumo:
bateu o carro as 23:00hs aproximadamente
foi levado ao (PS A) as 23:34hs e liberado as 06:30hs
foi levado ao (PS B) as 08:16hs onde veio a óbito ou chegou morto conforme dizem.
Permanencia no (PS A) de 07:00hs

Pergunta/Duvida: Qual o tempo minimo que o paciente deve ficar de observação médica para casos de politrauma?

Resposta/Esclarecimento:
Avaliação primária do paciente com trauma maior deverá ocorrer conforme o protocolo de atendimento inicial do politraumatizado recomendado pelo ATLS, onde o atendimento ao paciente politraumatizado deve seguir uma abordagem multidisciplinar pela
possibilidade de múltiplas lesões associadas.

CLASSIFICAÇÃO DE RISCO DE PRIORIDADE: Alteração da Escala de Coma de Glasgow nas últimas 12h em relação ao estado prévio.

Alguns exames são efetuados após a avaliação primária e antes da avaliação secundária anamnese, que deve ser seguindo o acrônimo AMPLE, para identificar condições que rapidamente podem piorar e que requerem tratamento imediato, ou lesões que requerem aprofundamento diagnóstico de segundo nível.

Nos casos de TCE Moderado e Grave: deve-se realizar TC de cranio nos pacientes estaveis ou estabilizados imediatos e repetir TC se:
a. TC inicial for negativa em 24h;
b. TC inicial positiva para lesao em evolucao (hematoma de alta a media densidade) em 6h;
c. O paciente apresentar hipotensao, ou fratura craniana, ou alteracao de coagulacao em 12h;
d. Casos de deterioracao (perda de dois pontos na ECG ou um ponto na resposta motora, piora
neurologica ou anisocoria) - sempre.
 Monitorar Pressao Intracraniana e a taxa de extracao de O2 nos casos de TC alterada.

Paciente Acordado e Avaliável Clinicamente
Nos casos de dor e incapacidade funcional para a remoção do colar, apesar dos exames negativos, é necessário manter o colar cervical por 7-10 dias e fazer a terapia antiinflamatória e miorrelaxante para garantir a resolução da contratura muscular. Se depois desse período a dor persistir, está indicada à prova motora funcional em flexão e extensão ou a RNM para estudar eventuais lesões
ligamentares com instabilidade (listese) vertebral (KOIDE, 2003).

CRITÉRIOS DE ALTA
Paciente estável hemodinamicamente

Fonte da Noticia G1 São Paulo morre-jovem-que-bateu-carro-roubado-na.html

Fonte de Pesquisa HOSP/SUS-Protocolo-trauma-MG.pdf

sexta-feira, 10 de maio de 2013

PROJETO LEMBRAR - Doença de Alzheimer


As causas da Doença de Alzheimer ainda não são conhecidas, mas sabe-se que existem relações com certas mudanças nas terminações nervosas e nas células cerebrais, que interferem nas funções cognitivas. Alguns estudos apontam como fatores importantes para o desenvolvimento da doença:

• Aspectos neuroquímicos: diminuição de substâncias através das quais se transmite o impulso nervoso entre os neurônios, tais como a acetilcolina e noradrenalina;

• Aspectos ambientais: exposição/intoxicação por alumínio e manganês;

• Aspectos infecciosos: como infecções cerebrais e da medula espinhal;

• Pré-disposição genética em algumas famílias, não necessariamente, hereditária.


No início, os sintomas são pequenos esquecimentos, normalmente aceito pelos familiares como parte do processo de envelhecimento ou altos níveis de estresse que vão se agravando gradualmente, associados, normalmente, à mudança de comportamento.

À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação se inviabiliza e passa a necessitar de cuidados e supervisão integral até para as atividades do cotidiano, como alimentação, higiene, vestir-se, entre outros.

Na fase inicial da doença, a pessoa afetada mostra-se um pouco confusa e esquecida e parece não encontrar palavras para se comunicar em determinados momentos; às vezes, apresentam descuido da aparência pessoal, perda da iniciativa e alguma perda da autonomia para as atividades da vida diária.

Na fase intermediária, necessita de maior ajuda para executar as tarefas de rotina, pode passar a não reconhecer seus familiares, pode apresentar incontinência urinária e fecal; torna-se incapaz para julgamento e pensamento abstrato, precisa de auxílio direto para se vestir, comer, tomar banho, tomar suas medicações e todas as outras atividades de higiene. Pode apresentar comportamento inadequado, irritabilidade, desconfiança, impaciência e até agressividade; ou pode apresentar depressão, regressão e apatia.

No período final da doença, existe perda de peso mesmo com dieta adequada; dependência completa, torna-se incapaz de qualquer atividade de rotina da vida diária e fica restrita ao leito, com perda total de julgamento e concentração. Podem apresentar reações a medicamentos, infecções bacterianas e problemas renais. Na maioria das vezes, a causa da morte não tem relação com a doença e, sim, com fatores relacionados à idade avançada.

Uma das dificuldades em realizar um diagnóstico de Doença de Alzheimer é a aceitação da demência como conseqüência normal do envelhecimento.

O diagnóstico de Doença de Alzheimer é feito através da exclusão de outras doenças que podem evoluir, também, com quadros de demências. Por exemplo: traumatismo craniano, tumores cerebrais, acidentes vasculares cerebrais, arteosclerose, intoxicações por efeitos de medicamentos, intoxicação de álcool ou drogas, depressão, hidrocefalia, hipovitaminose e hipotiroidismo.

Porém, atualmente, já é possível realizar um teste denominado avaliação neuropsicológica, que pode mapear os vários aspectos da mente humana, em busca de possíveis pistas de alterações cognitivas (memória), de comportamento e de dificuldades em atuação nos vários aspectos do dia-a-dia (cuidar de finanças, gerenciar a vida e a sua casa, relacionar-se com parentes e amigos, depressão, entre outros). Um dos testes mais comuns é chamado de mini-exame do estado mental, que é relativamente fácil de ser executado e não cansa o idoso.

Mini Exame mental
1. Orientação temporal (0-5): ANO – ESTAÇÃO - MÊS – DIA - DIA DA SEMANA
2. Orientação espacial (0-5): ESTADO – RUA - CIDADE - LOCAL - ANDAR
3. Registro (0-3): nomear: PENTE - RUA – CANETA
4. Cálculo- tirar 7 (0-5): 100-93-86-79-65
5. Evocação (0-3): três palavras anteriores: PENTE – RUA - CANETA
6. Linguagem 1 (0-2): nomear um RELÓGIO e uma CANETA
7. Linguagem 2 (0-1): repetir: NEM AQUI, NEM ALI, NEM LÁ
8. Linguagem 3 (0-3): siga o comando: Pegue o papel com a mão direita, dobre-o ao meio, coloque-o em cima da mesa.
9. Linguagem 4 (0-1): ler e obedecer: FECHE OS OLHOS
10. Linguagem 5 (0-1): escreva uma frase completa
11. Linguagem 6 (0-1)
12. Copiar o desenho.

Total:_____________

Não existe cura conhecida para a Doença de Alzheimer, por isso o tratamento destina-se a controlar os sintomas e proteger a pessoa doente dos efeitos produzidos pela deterioração trazida pela sua condição. Antipsicóticos podem ser recomendados para controlar comportamentos agressivos ou deprimidos, garantir a sua segurança e a dos que a rodeiam.

Geralmente o tratamento é dividido em duas frentes de tratamento:

1- Tratamento dos distúrbios de comportamento: para controlar a confusão, a agressividade e a depressão, muito comuns nos idosos com demência. Algumas vezes, só com remédio do tipo calmante e neurolépticos (haldol, neozine, neuleptil, risperidona, melleril, entre outros) pode ser difícil controlar. Assim, temos outros recursos não medicamentosos, para haver um melhor controle da situação.

2- Tratamento específico: dirigido para tentar melhorar o déficit de memória, corrigindo o desequilíbrio químico do cérebro. Drogas como a rivastigmina (Exelon), tacrina (Tacrinal), donepezil (Eranz), galantamina (Reminyl), entre outras, podem funcionar melhor no início da doença, porém seu efeito pode ser temporário, pois a doença de Alzheimer continua, infelizmente, progredindo. Estas drogas possuem efeitos colaterais (principalmente gástrico) que podem inviabilizar o seu uso. Também, somente uma parcela dos idosos melhora efetivamente com o uso destas drogas chamadas anticolinesterásicos, ou seja, não resolve em todos os idosos demenciados.

Paralelamente, desenvolvemos um tratamento não medicamentoso que inclui atividades cognitivas com os objetivos de estimular o cérebro e tentar retardar a progressão da doença, bem como manter o paciente, o mais autônomo possível, dentro do quadro de Alzheimer.

A Doença de Alzheimer não afeta apenas o paciente, mas também as pessoas que lhe são próximas. A família deve se preparar para uma sobrecarga muito grande em termos emocionais, físicos e financeiros. Também deve se organizar com um plano de atenção ao familiar doente, em que se incluam, além da supervisão sócio-familiar, os cuidados gerais, sem esquecer os cuidados médicos e as visitas regulares ao mesmo, que ajudará a monitorar as condições da pessoa doente, verificando se existem outros problemas de saúde que precisem ser tratados.

A grande arma no enfretamento desta doença é a informação associada à solidariedade. É fundamental este paciente continuar sendo um indivíduo que tem uma doença incurável, mas tratável. Sempre existe algo a se fazer pela sua qualidade de vida .

A grande arma no enfrentamento dessa doença é a informação associada à solidariedade e aceitação da doença. Não podemos esquecer que o portador de Alzheimer continua sendo um indivíduo mesmo que ele não saiba.

À medida que os familiares conhecem melhor a doença e sua provável evolução, vários recursos e estratégias podem ser utilizados com sucesso.

É fundamental que os familiares saibam que sempre há algo a fazer e, por isso, é possível melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares. Existem doenças incuráveis, porém não há "pacientes intratáveis".

Como afeta a família

A doença de Alzheimer afeta os familiares de modo devastador. As dúvidas e incertezas com o futuro, a grande responsabilidade, a inversão de papéis onde os filhos passam a se encarregar dos cuidados pelos pais, além da enorme carga de trabalho e sobrecarga emocional, acabam por gerar intenso conflito e angústia no meio familiar.

A sensação de estar só, isolado, desamparado e a inevitável pergunta: "Por que isso está acontecendo comigo?"

Todas essas questões submetem os cuidadores à enorme pressão psicológica que vem acompanhada de depressão, queda da resistência física, problemas de ordem conjugal e familiar, entre outros.

Fonte: http://projetolembrar.org

Como tomar medicamento corretamente



Ignorar informações da bula é o principal erro no caso de remédios que não precisam de receita médica
Veja abaixo algumas informações importantes antes de tomar qualquer medicação.

Tomar o medicamento acompanhado de líquidos com sabor 

O líquido mais indicado para acompanhar a ingestão de todos os tipos de medicamentos é a água. "Isso porque algumas medicações desencadeiam reações químicas quando ingeridas com sucos, leite, refrigerantes, chás ou café, que podem comprometer sua eficácia", explica a clínica geral Fernanda Galvão, da Amil, em Brasília. De acordo com a especialista, um bom exemplo são os antibióticos com tetraciclina na composição - essa substância reage na presença de cálcio, e portanto tem sua eficácia comprometida se ingeridos com leite.

Outra combinação perigosa e muito conhecida é remédio e bebidas alcoólicas. "O álcool pode tanto potencializar quanto neutralizar os efeitos de um medicamento, em alguns casos ativando enzimas que transformam o remédio em substâncias tóxicas para o organismo", alerta a clínica geral Fernanda. Por isso, na dúvida, sempre tome seus medicamento acompanhados de água apenas.


Misturar com antiácidos

Os antiácidos também interferem na absorção de medicamentos, para mais ou para menos, dependendo da interação. "Além de deixar o estômago com pH alcalino - muitos remédios precisam da acidez gástrica para serem aproveitados - os antiácidos podem conter alumínio, que se ingerido com medicamentos que contenham citrato de cálcio podem atingir níveis tóxicos no sangue, sendo perigosos principalmente para os rins, que podem ter seu funcionamento afetado e até sofrer graves consequências", explica a hepatologista Marta Deguti, do Centro de Referência em Gastroenterologia do Hospital 9 de Julho, em São Paulo.


Ingerir o comprimido sem beber água

Assim como não é recomendada a ingestão de medicamentos com outros líquidos que não sejam água, tomá-lo a seco também pode trazer malefícios. "Existe o risco da medicação ficar parcialmente retida no esôfago, podendo haver irritação na mucosa em que o comprimido se prendeu", explica a hepatologista Marta. Além disso, um pouco da dose da medicação é perdida, já que passa a ser absorvida enquanto está retida. "Um exemplo muito sério é o alendronato, usado no tratamento da osteoporose, que pode causar, se retido no esôfago, até mesmo perfuração do órgão", alerta a especialista. Por isso, deve-se sempre ter muito cuidado com as medicações, seguir as orientações do seu médico e tirar dúvidas tanto com ele quanto com o farmacêutico devidamente habilitado.


Retirar o conteúdo da cápsula

Muitas pessoas optam por abrir a cápsula do medicamento e ingerir apenas o pó, para tornar o processo de deglutição mais simples. No entanto, essas cápsulas são concebidas com a função de proteger a mucosa da boca e do esôfago do contato com a medicação, para que ela possa agir de forma lenta, garantindo sua eficácia. ?Para alguns remédios, a remoção da cápsula pode ter consequências como dor no tórax, vômitos e esofagite?, diz a hepatologista Marta.


Triturar o comprimido para facilitar a digestão

Com a justificativa de facilitar a deglutição, também é comum as pessoas triturarem o comprido ou cortá-lo ao meio, prática que também pode interferir na absorção pelo organismo. Segundo as especialistas, os únicos comprimidos que podem ser cortados ao meio são aqueles que possuem uma linha no meio, desenhada inclusive para facilitar o corte. "Fora isso, os medicamentos devem ser ingeridos inteiros, da maneira como vieram na cartela", diz a clínica geral Fernanda. Os problemas nesse caso são muito parecidos com o de ingerir o remédio fora da cápsula - o corpo irá absorvê-lo mais rápido do que deveria, levando a uma intoxicação. "O desenho do comprimido foi feito para facilitar a ingestão da quantidade necessária de medicamento e o contato do comprimido com o ácido gástrico deve dissolvê-lo e quebrá-lo em partículas que serão absorvidas", afirma a hepatologista Marta. "Se houver maior dificuldade para ingerir o comprimido, converse com o seu médico para buscar formulações alternativas."


Ingerir o medicamento em gotas a seco

"As medicações em gotas também são melhor absorvidas quando diluídas em água, em vez de pingadas direto na língua ou dadas em colher", explica Fernanda Galvão. Como geralmente são prescrições pediátricas, essas já são fabricadas com sabor e aroma diferentes para facilitar a ingestão pelas crianças. Devemos lembrar que os medicamentos devem ser diluídos preferencialmente em água. "O risco da diluição em outras bebidas é principalmente a perda da eficácia terapêutica", diz Fernanda.


Tomar a medicação fora do horário

As atividades do organismo variam ao longo do dia de acordo com nosso relógio biológico, e cada medicamento é estudado minuciosamente em relação ao tempo que leva para ser absorvido, o tempo de duração do efeito e modo como é eliminado do corpo de acordo com essas atividades fisiológicas. "Por isso, atrasar ou adiantar o horário do medicamento pode reduzir a eficiência e até mesmo provocar efeitos colaterais", afirma a clínica geral Fernanda. A hepatologista Marta alerta para os antibióticos e antidiabéticos, que podem trazer consequências mais sérias. "Se a pessoa está tomando antibióticos e atrasa um período inteiro, a bactéria pode tornar a se multiplicar e criar resistência ao antibiótico, já no caso de antidiabéticos, os níveis de açúcar do sangue podem subir ou descer demais, o que pode resultar até mesmo em coma", diz.


Preste atenção nas interações com alimentos

Muitos medicamentos devem ser ingeridos em jejum porque eles necessitam do ambiente mais ácido do estômago para que sejam melhor absorvidos. "Já outros são absorvidos com mais eficácia na presença de alimentos, ou são menos agressivos ao estômago quando tomados desta maneira", explica a clínica geral Fernanda. A especialista afirma que existem também substâncias que possuem interação com determinados tipos de alimentos, formando um complexo que o organismo não consegue absorver, diminuindo ou até mesmo neutralizando a ação do medicamento. Por conta disso, o ideal é perguntar ao médico e sempre seguir as instruções da bula.


Não avisar seu médico que toma anticoncepcional

No geral, não existem grandes restrições na mistura de remédios com anticoncepcionais. Mas é preciso estar atenta, pois existem combinações que reduzem a eficácia do anticoncepcional ou da outra medicação. A hepatologista Marta cita alguns exemplos: "Remédios para micose de unha e candidíase, antibióticos, medicações para epilepsia e para tratamento de tuberculose podem reduzir a eficácia do anticoncepcional', diz. Além disso, o contraceptivo pode diminuir a eficácia da aspirina, AAS ou de calmantes, e pode também potencializar os efeitos do Diazepan, da cafeína, dos corticoides e de alguns antidepressivos.


Fonte: http://msn.minhavida.com.br/familia/galerias/16268-40-dos-pais-dao-aos-filhos-medicacoes-de-adulto-para-combater-resfriado-diz-estudo

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Entenda oque é uma "Overdose"


A overdose, é o uso excessivo de alguma droga, sendo considerada uma emergência médica pois a gravidade dos seus sintomas pode levar a morte.Os sintomas apresentados por um indivíduo com overdose podem variar, porque dependem do tipo e da quantidade da droga ingerida.
Os primeiros socorros são determinantes para as vítimas de overdose, se houver ausência de respiração ou de pulsação o processo de reanimação deve ser realizado imediatamente, o primeiro passo é certificar-se que a entrada de ar está livre e desobstruída,e realizar o procedimento de respiração artificial (boca a boca), se o indivíduo prestador do socorro tiver prática em primeiros socorros deve realizar uma massagem cardíaca na vítima.
Procedimentos como induzir o vômito e colocar a vítima de overdose para dormir devem ser evitados.
A ambulância deve ser chamada o mais rápido possível, mesmo que o indivíduo esteja consciente e pareça ter melhorado, pois existe grande probabilidade do seu estado piorar repentinamente, é importante saber qual o tipo de droga ingerida para informar ao médico.
Outra maneira de ajudar enquanto se espera o socorro médico é recolhendo recipientes de remédios do local e amostras de vômito da vítima, pois essas amostras podem ser úteis para a equipe de desintoxicação do hospital.
 
Os principais sintomas de overdose são:
  • Depressão respiratória;
  • Acumulo de líquido nos pulmões;
  • Dificuldade para respirar;
  • Perda de consciência;
  • Dificuldade para se movimentar;
  • Dificuldade para falar (falar enrolado);
  • Suores;
  • Alucinações;
  • Pupilas dilatadas ou contraídas;
  • Paradas respiratórias e cardíacas;
  • Vômitos;
Complicações típicas dos usuários de drogas
 
As complicações típicas dos usuários de drogas são:
  • Lesão no estômago, como úlceras e gastrites;
  • Lesão nas artérias e vasos sanguíneos, devido as constantes injeções para uso da droga injetáveis;
  • Problemas pulmonares, como enfisema pulmonar, devido ao pó presente nos pulmões;
  • Sangramento nasal;
  • Lesões no cérebro, devido ao uso prolongado de substâncias químicas que agridem os neurônios;
  • Lesões na pele causadas pelo envelhecimento precoce;
  • Infecções sanguíneas;
  • Lesão no fígado;
  • Complicações cardíacas;
  • DSTs, como hepatite e HPV;
  • Aids, por partilhar seringas e/ou pelo contato íntimo desprotegido;
  • Desnutrição grave causada pela anorexia e/ou bulimia;
  • Estado de euforia e depressão.
 
As complicações variam de acordo com a droga utilizada pelo indivíduo. As que são inaladas causam problemas graves de saúde nos pulmões e as que são injetadas na corrente sanguínea, ou ingeridas, podem causar infecções que afetam todo o organismo.
Essas lesões costumam aparecer após o uso prolongados das drogas. Algumas lesões podem ser curadas apenas se o indivíduo deixar de consumir drogas.
A maior parte dos consumidores de drogas de longa data morrem de overdose ou suicídio.
 
Algumas das doenças causadas pelo uso das drogas são:
 
  • AIDS: Doença incurável que se pega através do contato direto com o sangue do indivíduo contaminado, como ao partilhar seringas ou no contato íntimo desprotegido.
  • Doenças venéreas: Com o uso das drogas, o indivíduo não se lembra de usar o preservativo e pode ser infectado com doenças como gonorréia e sífilis, por exemplo.
  • Endocardite infeciosa: As drogas injetáveis podem levar microorganismos que infectam as válvulas cardíacas prejudicando seu funcionamento. Além disso, pode aumentar o tamanho do coração, dificultando a passagem de sangue gerando outras complicações.
  • Enfisema Pulmonar: Causado pela presença de pequenas partículas de pó que se instalam nos alvéolos e que dificultam a troca gasosa.
  • Desnutrição: O uso de drogas compromete o sistema que regula a fome e o indivíduo deixa de comer, ficando desnutrido.
  • Comprometimento cerebral: O uso de drogas pode causar lesões permanentes no cérebro e comprometer todo o estado de saúde do usuário.
  • Cirrose e câncer no fígado: Diagnosticadas principalmente nos usuários que consomem grandes quantidades de bebidas alcoólicas.
  • Insuficiência renal: Devido ao acúmulo de toxinas no sangue, os rins ficam sobrecarregados e deixam de filtrar o sangue corretamente, gerando a doença.
  • Distúrbios comportamentais: Depressão, euforia, perda do sentido da realidade e outras.
O uso de drogas é proibido por lei e passível de pena, como pagamento de fiança ou prisão, dependendo da gravidade da situação.
Existem muitas outras doenças que podem ser geradas pelo uso das drogas. A sua gravidade vai depender da quantidade de droga ingerida. Por ser uma substância viciante, o usuário sente a necessidade de consumir quantidades cada vez maiores de drogas para obter os mesmo resultados que tinha no início do consumo. Devido a este fator, as doenças começam a manifestar-se após alguns meses do uso das drogas.
 

Em 2013 seja um voluntário "Doe Sangue Doe Vida"



Orientações para doadores de sangue 
Há critérios que permitem ou que impedem uma doação de sangue, que são determinados por normas técnicas do Ministério da Saúde, e visam à proteção ao doador e a segurança de quem vai receber o sangue.

O doador deve...
- trazer documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação);
- estar bem de saúde;

- ter entre 16 (dos 16 até 18 anos incompletos, apenas com consentimento formal dos responsáveis) e 67 anos, 11 meses e 29 dias;

- pesar mais de 50 Kg;

- não estar em jejum; evitar apenas alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação.


Impedimentos temporários 
- Febre
- Gripe ou resfriado
- Gravidez
- Pós-parto: parto normal, 90 dias; cesariana, 180 dias
- Uso de alguns medicamentos
- Pessoas que adotaram comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis
 
Cirurgias e prazos de impedimentos 
- Extração dentária: 72 horas
- Apendicite, hérnia, amigdalectomia, varizes: três meses
- Colecistectomia, histerectomia, nefrectomia, redução de fraturas, politraumatismos sem seqüelas graves, tireoidectomia, colectomia: 6 meses
- Ingestão de bebida alcoólica no dia da doação
- Transfusão de sangue: 1 ano
- Tatuagem: 1 ano
- Vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina
 
Impedimentos definitivos
- Hepatite após os 10 anos de idade
- Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: hepatites B e C, Aids (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas
- Uso de drogas ilícitas injetáveis
- Malária

Intervalos para doação 
- Homens: 60 dias (até 4 doações por ano)
- Mulheres: 90 dias (até 3 doações por ano)

Doe sangue com responsabilidade 
Você sabe o que é
 janela imunológica? É o período entre a contaminação da pessoa por um determinado agente infeccioso (HIV, hepatite...) e a sua detecção nos exames laboratoriais.
No período da janela imunológica, os exames são negativos, mas mesmo assim o sangue doado é capaz de transmitir o agente infeccioso aos pacientes que o receberem.
A sinceridade ao responder as perguntas do questionário que antecede a doação é importante para evitar a transmissão de doenças aos pacientes.
 
Nunca doe sangue se você quiser apenas fazer um exame para Aids. Neste caso, procure um Centro de Testagem Anônima e gratuita.

Cuidados pós-doação
- Evitar esforços físicos exagerados por pelo menos 12 horas
- Aumentar a ingestão de líquidos
- Não fumar por cerca de 2 horas
- Evitar bebidas alcóolicas por 12 horas
- Manter o curativo no local da punção por pelo menos de quatro horas
- Não dirigir veículos de grande porte, trabalhar em andaimes, praticar paraquedismo ou mergulho