É a arte de cuidar e a ciência cuja essência e especificidade é o cuidado ao ser humano, individualmente, na família ou em comunidade de modo integral e holístico, desenvolvendo de forma autônoma ou em equipe atividades de promoção, proteção, prevenção, reabilitação e recuperação da saúde.
terça-feira, 26 de junho de 2012
26 Junho - Dia Internacional do Combate às Drogas
Tratamentos contra a Depressão
- Psicoterapia
- Medicação
- Eletroconvulsoterapia
- Atividade física
Psicoterapia
Medicação
Eletroconvulsoterapia
A ECT - eletroconvulsoterapia é um tratamento extremamente eficaz e seguro para doenças psiquiátricas, principalmente a depressão. O objetivo é promover uma estimulação elétrica no cérebro com a finalidade de induzir uma crise convulsiva que dura ao redor de 30 segundos, mas já suficiente para aliviar os sintomas das doenças. O tratamento é feito em sessões, o número de aplicações é definido pelo psiquiatra. Tudo é feito em um ambiente hospitalar, com o paciente anestesiado para que não sinta desconforto ou dor e a liberação é feita no mesmo dia.
Apesar do alto índice de eficácia e da segurança do tratamento, a técnica ainda é incompreendida e confundida com tratamento doloroso, antiquado ou mesmo tortura. Antigamente a ECT era conhecida como “eletrochoque”. Nos anos 50, com a descoberta de remédios com efeitos antipsicóticos, antidepressivos e estabilizadores do humor, a ECT começou a ser vista negativamente. No entanto, nenhuma droga, até o momento, se iguala, em eficácia, à ECT.
Quando os profissionais começaram a observar as limitações do efeito das medicações o interesse pela ECT voltou a crescer. Em 1959, foi relatado o uso de anestesia durante o procedimento. A partir dos anos 70 a técnica foi extremamente aprimorada, com o desenvolvimento de aparelhos mais sofisticados, que permitem um controle preciso da carga fornecida, uso de anestesia, oxigenação, relaxamento muscular e monitoração detalhada das funções vitais.
Atualmente, estima-se que 50 mil pessoas recebam ECT por ano nos Estados Unidos, no Brasil ainda não há dados precisos, mas a técnica é amplamente utilizada nos melhores e mais conceituados hospitais de todo o país. Infelizmente o preconceito e a falta de informação ainda existem, mas a cada dia mais profissionais e pacientes reconhecem que a ECT é uma intervenção eficaz, segura e, muitas vezes, capaz de salvar a vida em certos transtornos nos quais outras intervenções tiveram pouco ou nenhum efeito.
Atividade Física
O exercício físico pode ser útil para pessoas que não recorrem aos tratamentos convencionais por motivos como falta de acesso e alto custo ou por terem receio do estigma social relacionado a esse tipo de terapia. A atividade física pode ser um complemento para os tratamentos tradicionais, ajudando os pacientes a ficarem mais focados e animados.
A atividade física parece afetar, assim como um remédio antidepressivo, certos sistemas de neurotransmissores no cérebro e ajuda pessoas com depressão a estabelecerem comportamentos mais positivos. Para pacientes com distúrbios de ansiedade, o exercício reduz o medo e sensações como o coração acelerado ou a falta de ar. A equipe recomenda que os profissionais que lidam com saúde mental estimulem os pacientes a praticar exercícios. A recomendação dos pesquisadores é fazer 150 minutos de atividades moderadas por semana ou 75 minutos de exercícios intensos.
Tipos de Depressão e Classes de Depressão quanto à gravidade dos sintomas
Depressão Típica
Depressão Atípica
Classes de Depressão quanto à gravidade dos sintomas
Quanto à gravidade dos sintomas as depressões são divididas em episódio depressivo leve, moderado e grave.
Episódio depressivo leve
Episódio depressivo moderado
Episódio depressivo Grave
Episódio depressivo sem sintomas psicóticos
Neste caso há vários sintomas graves e também maiores quantidade de sintomas leves e moderados: perda da autoestima, ideias de desvalia, culpa e de suicídio, ou atos suicidas e vários sintomas somáticos (físicos ou orgânicos).Episódio depressivo grave com sintomas psicóticos
Ocorrem, além dos sintomas existentes na depressão grave sem sintomas psicóticos, alucinações, ideias delirantes, lentidão psicomotora ou estupor. As atividades sociais normais tornam-se impossíveis.
Depressão pós-parto
Distúrbio afetivo sazonal
Depressao da Tensão pré-menstrual (TPM):
Há depressão acentuada, irritabilidade e tensão antes da menstruação. Afeta entre 3% e 8% das mulheres em idade fértil.
Depressão do Luto:
é considerada uma resposta emocional saudável e importante quando se lida com perdas. A pessoa passa por uma sucessão de emoções que incluem choque e negação, solidão, desespero, alienação social e raiva. O período de recuperação consome outros 3 a 6 meses. Após esse tempo, se o sentimento de pesar continua muito intenso, pode desenvolver uma depressão propriamente dita.
Causas ou Origens da Depressão
Tristeza ou Depressão
Quando me formei em Enfermagem, bem como nos primeiros anos de formado, com facilidade fazia o diagnóstico de “Depressão”. Fui ficando mais maduro e mais velho. Com o passar do tempo, passei a ter cada vez mais dificuldade em saber quem apresentava uma doença chamada “Depressão” e quem tinha apenas tristeza e desânimo passageiro.
O que chamamos de “tristeza”, com suas variantes ligadas às emoções negativas (ruins), como o medo, ansiedade, culpa, desespero (emoções relacionadas ao sofrimento, isto é, desagradáveis), formam mapas com uma determinada configuração de um estado mental. O mesmo ocorre com o que chamamos “alegria” e suas variantes ligadas às emoções positivas (boas): ânimo, coragem, tranquilidade, segurança, etc.
As emoções são, resumidamente, os motores que buscam restaurar o equilíbrio e a harmonia perdida por instantes pelo organismo. Não se referem necessariamente à harmonia ou ao desacordo dos objetos e das situações exteriores (as do lado de fora do organismo), embora seja evidente que também o podem fazer: as emoções dizem respeito à harmonia e à desarmonia que ocorrem no interior do corpo.
Todos nós já convivemos com a “depressão” e com outras emoções negativas (medo, raiva, ansiedade, pânico, vergonha, ciúme, etc.), seja por horas, dias, meses ou anos. A maior parte das pessoas entra e sai da “depressão” e de outras emoções desagradáveis com relativa facilidade, utilizando recursos próprios, quase sempre de maneira automática, se não usar nenhuma estratégia para reequilibrar o desarranjo ocorrido no seu estado emocional. A tristeza, inicialmente simples e leve, pode, pouco a pouco ou rapidamente, se tornar um transtorno depressivo, isto é, atingindo várias partes de seus sistemas corporais. Ela poderá, por exemplo, faltar ao serviço, perder o sono, alimetar-se mal, passar a não se cuidar, agredir as pessoas ao seu redor afastando-as do seu convívio, etc. Desse modo, diversas atividades antes saudáveis e importantes fontes de prazer ou de calma, desaparecem do seu modo de viver.
A depressão é um transtorno emocional ou do afeto, como o próprio nome indica, mas que pode ter repercussões graves e sérias no relacionamento social, pois produz perturbações cognitivas, psicomotoras, psicofisiológicas e ainda facilita a instalação da maioria, senão de todas as doenças orgânicas, pela diminuição das defesas imunitárias. Convém lembrar que algumas depressões parecem originar-se primariamente de distúrbios bioquímicos e, posteriormente, originam perturbações psicológicas. Por outro lado, certas depressões têm como causas iniciais transtornos psicológicos e sociais, ocorrendo, posteriormente, as modificações bioquímicas.
O quadro da Depressão é o mais variável possível, de acordo com a personalidade da pessoa deprimida. Da mesma forma que cada um de nós reage diferente aos sentimentos, cada um terá uma maneira pessoal de manifestar sua Depressão. Há pessoas que ficam caladas diante das suas preocupações, outras choram, outras contam suas dificuldades para todo mundo, outras sentem dor de estômago, alguns têm aumento da pressão arterial, enfim, cada um reagirá diferentemente diante de suas emoções.
terça-feira, 13 de março de 2012
Doe Sangue Doe Vida

O Sangue é um material nobre e nenhum medicamento pode substituí-lo, ele só é obtido através da doação. Seja um doador voluntário
Vença seus preconceitos e seus medos, doe sangue. Há um sorriso desconhecido em recuperação dizendo-lhe: "Obrigado."
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Coleterol e o seu risco para Saúde

O COLESTEROL
As gorduras do sangue - os lipídios - são compostos principalmente pelo Colesterol, o HDL Colesterol (chamado de o bom colesterol), o LDL Colesterol (chamado de o mau colesterol) e os Triglicerídios. A Associação Médica Americana insiste em que os níveis de colesterol normais se situem abaixo de 200 mg % e que o HDL Colesterol esteja acima de 35 mg %. A Tabela do Massachusetts General Hospital de Boston adota como níveis normais, para as diferentes idades, a tabela abaixo:
Colesterol total
| Menos de 29 anos | abaixo de 200 mg % |
| de 30 até 39 anos | abaixo de 225 mg % |
| de 40 até 49 anos | abaixo de 245 mg % |
| acima de 50 anos | abaixo de 265 mg % |
Para o HDL Colesterol dão como valores normais
| Homens | de 30 a 70 mg % |
| Mulheres | de 30 a 90 mg % |
Para o LDL Colesterol
| homens e mulheres | 50 a 190 mg % |
Os riscos de doença cardiovascular relacionados aos índices dos níveis de Lipídios no sangue, formulados pela AAM Americana são:
| Colesterol menor do que 200 mg % e HDL Colesterol maior do que 34 mg %. | |
| Se não houver outros fatores de risco, a chance de doença cardiovascular é relativamente pequena. Essa pessoa deve repetir os exames a cada 5 anos e deverá seguir as recomendações para prevenir as doenças cardiovasculares. | |
| Colesterol menor do que 200 mg % e HDL Colesterol maior do que 35 mg %. | |
| Primeiro, deve verificar o LDL Colesterol e falar com o seu médico sobre qual a conduta a seguir. Segundo, controlar os outros fatores de risco e terceiro, aumentar a sua atividade física. | |
| Colesterol entre 200 e 239 mg % e HDL Colesterol acima de 34 mg % e menos do que dois fatores de risco. | |
| Essa situação pode duplicar as chances de ter doença cardiovascular. Os incluídos nesse grupo devem primeiro corrigir os outros fatores de risco; segundo, controlar o colesterol a cada dois anos e terceiro, basicamente, procurar modificar a sua dieta e aumentar sua atividade física. Nem todas as pessoas que têm esses níveis estão realmente ameaçadas de doença cardiovascular. Fale com o seu médico a respeito disso. | |
| Colesterol total de 200 a 239 mg %, HDL Colesterol menor do que 35 mg % e mais do que dois fatores de risco. | |
| Nesse caso a pessoa pode ter uma chance dobrada de doença cardiovascular assim como as pessoas com menos de 200 mg %. Deverá verificar o LDL Colesterol e falar com o seu médico, que o orientará sobre os controles e as medidas a seguir. Também deverá controlar os outros fatores de risco, corrigir a dieta e aumentar a atividade física. | |
| Colesterol acima de 240 mg %. | |
| O risco de doença cardiovascular é grande e maior ainda, se tiver outros fatores de risco. Deverá verificar o LDL Colesterol e mostrar ao seu médico que vai interpretar os exames. O seu médico irá orientá-lo para reduzir esse e os outros fatores de risco. |




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